Náutico vence o Paysandu nos pênaltis e retorna à série B

Subir de divisão é o desafio de muitas equipes todos os anos. Muitas vezes, o acesso não vem. Mas, quando ele acontece, geralmente é marcado por muito suor, dedicação e esforço. E foi assim que a noite de domingo no Campeonato Brasileiro terminou para o Náutico, clube recifense.

Jogando pelas quartas de final da série C, o adversário da vez era o Paysandu Sport Club. No primeiro jogo, disputado na cidade de Belém, o placar terminou em um empate sem gols. No jogo de hoje, o Paysandu saiu na frente, abrindo 2 a 0 sobre os donos da casa.

Náutico
Foto: (reprodução/internet)

No entanto, o alvirrubro não desistiu, correu atrás do empate e levou a decisão para os pênaltis. Nas cobranças, os donos da casa não decepcionaram a torcida e conseguiram o acesso à série B.

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O jogo nos Aflitos

Quando o apito do juiz soou às 18h deste domingo, o Paysandu começou a jogar com todo gás. Parecia até que os paraenses estavam jogando em casa e a pressão da torcida alvirrubra não surtia muito efeito. A defesa do Papão ia muito bem, sem precisar jogar na retranca, o que abriu algumas oportunidades de ataque para o clube marcar e sair na frente.

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O que contribuiu para a superioridade dos visitantes no primeiro tempo, foi o aparente nervosismo do Náutico. Afinal, apesar de estar realizando uma partida no lendário estádio dos Aflitos, o resultado do confronto valia o acesso à série B. Considerando 2019, já eram dois anos sem jogar esta divisão do Campeonato Brasileiro.

Então, o clube comandado por Hélio dos Anjos se aproveitou da boa desenvoltura que estava apresentando dentro do campo e foi eficiente. O primeiro gol veio após o jogador Vinicius Leite fazer um desvio na bola, mandando-a para balançar as redes dentro do gol.

Na sequência, Camutanga fez um corte bastante preciso em cima da linha e evitou que Nicolas ampliasse o placar de maneira muito rápida. Com superioridade evidente e agora a vantagem no placar, a primeira etapa terminou sem grandes perigos levados pelo Náutico.

Segundo tempo

Com o fim do intervalo e retorno das equipes para o gramado, a expectativa era que o Náutico se organizasse melhor e voltasse com uma postura diferente. Mas, não foi isso que aconteceu, parecia que o alvirrubro estava dormente dentro de campo. Grandes eram os erros cometidos e a insegurança na defesa do time ainda era muito evidente.

Sem um Náutico criativo de jogadas oportunas, restava ao clube paraense aproveitar as oportunidades que os erros geravam. O Papão conseguiu ampliar com um lindo chute de Nicolas, mas foi surpreendido logo em seguida com reação inesperada do alvirrubro.

Álvaro foi quem marcou o primeiro para os donos da casa. Quase no fim da etapa conclusiva, o Náutico sofreu um pênalti, bastante polêmico. A cobrança foi positiva para o Timbu, que acabou empatando o duelo. Hélio dos Anjos não guardou as críticas à arbitragem quando a partida terminou.

“Ele deu um pênalti que todo mundo está falando que não foi pênalti. Fomos penalizados pela arbitragem. O prejuízo é muito grande, é cerca de R$ 20 milhões e quem vai pagar por isso? Revoltante. A arbitragem brasileira vai pagar por isso? Não. Quem vai pagar é o clube. Hoje o meu time foi roubado aqui.”

Náutico superior nas penalidades

Com o empate, o jeito foi decidir o jogo na cobrança de pênaltis. Energizado pela reviravolta que a partida teve, o Náutico partiu em bom ânimo para as cobranças.

O bom humor era tamanho que o time foi perfeito em cada chute, com todos os jogadores marcando. A tensão, no entanto, recaiu sobre o Paysandu, que acabou perdendo um gol e a vaga na série B.

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