Governador de Brasília privatiza estádio Mané Garrincha

A privatização é um assunto que rende muitos debates. Uns a favor, outros contra, é difícil conseguir chegar em um consenso nesta pauta. Porém, algumas vezes, realmente é necessário recorrer à alternativa. É o que está acontecendo com o Mané Garrincha.

Nesta segunda-feira, foi anunciada a privatização do estádio nacional. Ao meio dia, o governador Ibaneis Rocha assinou o contrato de concessão pública com a Arena BSB. A partir de agora, a entidade passa a administrar todo o Centro Esportivo de Brasília. Além do estádio, o centro abrange o Parque Aquático Cláudio Coutinho e também o Ginásio Nilson Nelson.

Mané garrincha de dentro
Foto: (reprodução/internet)

O desenrolar das negociações

A discussão a respeito da privatização do Centro Esportivo de Brasília (também chamado de Arenaplex) começou há quase cinco anos. O contrato assinado no desfecho de hoje tem duração para os próximos 35 anos.

Neste período, a empresa responsável por cuidar das áreas que compõem o Arenaplex será a Arena BSB. Além da administração, foi de comum acordo que durante os 35 anos a empresa faça o repasse de R$ 5,05 milhões a cada ano para o Governo do Distrito Federal – GDF. Além desse valor, outros 5% do faturamento do complexo também serão entregues.

A partir de hoje, a Arena BSB tem 180 dias para se organizar e se encarregar da administração do complexo. Ao decorrer desses seis meses dedicados à transição, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal estará auxiliando a empresa nas operações iniciais.

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A expectativa da privatização do centro era grande devido aos vários projetos que estão sendo desenvolvidos para o local. Para esses dias de troca de gestão, é provável que seja realizada uma consulta pública para construção de uma alameda comercial entre os centros esportivos. O boulevard contaria com restaurantes, bares e também quadras esportivas.

O presidente da Terracap, Gilberto Occhi, comenta:

“Queremos que seja uma área onde as pessoas possam assistir ao futebol, por exemplo, mas também possam se alimentar e passear. O mais importante é dar vida a esse ambiente”

Além disso, também há um projeto em trânsito para os estacionamentos. A ideia é fazer a substituição por garagens no modelo subterrâneo. Com isso, a área reservada para pedestres será exclusiva, ficando totalmente livre.

Corrupção e baixa rentabilidade do Mané Garrincha

Na época em que foi totalmente reformado, o estádio nacional foi considerado um “elefante branco”. A expressão é muito utilizada para se referir a coisas muito caras que não possuem muita utilidade, o que representa um incômodo.

Os gastos feitos na reforma do estádio ficaram em torno de R$ 1,4 bilhão e R$ 1,9 bilhão. Já o retorno do investimento, nunca apareceu. Aos cofres públicos, o Mané Garrincha deixou a baixa rentabilidade somada ao alto valor de operação.

Além disso, de acordo com as revelações feitas pela Odebrecht, também ficou evidente traços de corrupção na gestão do espaço. Portanto, a privatização dá um alívio ao Estado quanto aos gastos com a operação da estrutura, que fica em média R$ 700 mil mensais. A entrada, por sua vez, é baixíssima. De janeiro a abril, o faturamento foi de apenas R$ 232 mil.

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