Marta, a rainha do futebol – Conheça sua trajetória

Existem nomes que ficam gravados na cabeça da gente, quando falamos em basquete lembramos de Michael Jordan, tecnologia o nome que vem na mente é Steve Jobs, futebol masculino, Rei Pelé.

Quando perguntamos: Qual é a maior estrela do futebol feminino do Brasil e do mundo? Já pensamos em Marta. Ela é sem sombra de dúvidas a figura de maior relevância para muitos atletas, não só para as futebolistas.

Marta carrega na sua história muito mais do que títulos, ela leva consigo uma bandeira importantíssima que é a luta por espaço em um esporte predominantemente masculino. E com certeza ela passou por vários obstáculos para vencer o preconceito, e se tornar essa profissional excepcional.

Marta
Foto: Reprodução/internet

Muitos sabem que ela é uma potência mundial, mas poucos têm ciência do que ela enfrentou para chegar ao topo, recebendo o título de Rainha do Futebol. Venha conhecer sua história.

Infância

Marta Vieira da Silva nasceu na cidade de Dois Riachos, situada no estado de Alagoas. Ela passou toda a sua infância jogando futebol no distrito da sua cidade, e desde aquela época vivia em um cenário de preconceito e julgamento por ser uma garota apaixonada pelo esporte.

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A mãe da atleta não gostou muito da ideia da filha faltar à escola para ir às quadras do pequeno bairro, seus irmãos já chegaram a intervir para que ela não saísse de casa, conforme informações dada pelo El País.

Desde o início ela quebrou vários paradigmas, o maior deles é o pensamento enraizado na cultura brasileira de que futebol é um jogo para homens. E que mulheres na verdade, devem brincar de boneca ou de casinha, no máximo pular uma amarelinha.

Mas para Marta, nenhuma dessas opiniões a fizeram parar. Existem relatos de que um professor da atleta percebia o incômodo de alguns meninos ao vê-la se inserindo no ambiente, que originalmente era deles. E muito mais que isso, ela jogava melhor que muitos.

Além de todas as questões sociais, a futebolista veio de uma família muito humilde. Muitos desses episódios e obstáculos, inclusive financeiros, fizeram com que ela desenvolvesse um espírito de resiliência e obstinação. Nada a pararia.

A importância de Marta no futebol feminino

Na década de 40, o futebol ganhou popularidade no Brasil, e assim como em muitas outras coisas, nos destacamos por ter um jeito único e peculiar de jogar bola. No entanto, a popularidade não abraçou todos os públicos.

Ainda não se via mulheres dentro de campo, era um esporte jogado por homens. E foi assim por muito tempo. Durante anos, era proibido o futebol ser jogado por pessoas do sexo feminino sobre a justificativa de que seria prejudicial a fecundidade das mulheres.

Foto: Reprodução/internet

Essa restrição só foi removida nos anos 70, para que então pudessem surgir profissionais femininas neste ramo. Marta colheu resultados dessa evolução histórica, tanto que em 2000 ela foi contratada por um dos maiores times do Rio de Janeiro: Vasco da Gama.

O clube já havia consolidado um time de mulheres naquele ano, e foi nele que Marta começou alçar grandes voos no esporte. Tudo aquilo era muito novo para ela, saiu de uma cidade pequena no Nordeste, de pouquíssimas oportunidades, para um lugar onde tudo acontece.

A alagoana ficou no Vasco por dois anos, e posteriormente foi para Santa Cruz, um time de Minas Gerais, permanecendo por mais dois anos ali. Com apenas duas passagens em clubes brasileiros, em 2004 ela assinou com  Umea Ik, equipe europeia.

Foto: Reprodução/internet

Marta foi bem vista pelos donos do time sueco, enquanto jogava pelo Brasil nos jogos Pan- Americanos. A suécia em 2003, já tinha uma cultura forte de valorizar o futebol feminino. E a contratação para esse time, foi uma oportunidade sem tamanho para a jogadora.

A brasileira passou por vários times no exterior, acumulando muitos títulos e premiações por onde passou. No entanto, o mais interessante é que ao contrário de muitos atletas, o sonho de Marta era fazer história no próprio país.

Recentemente, a jogadora levantou muitas bandeiras importantes , como a distinção salarial entre homens e mulheres, tanto em questões de patrocínios como de reconhecimento do próprio povo e das mídias brasileiras. Levando esse protesto para dentro do campo, confira no portal Veja.

Seleção Brasileira

Atualmente, com 34 anos, Marta foi intitulada como melhor jogadora do mundo “apenas” 6 vezes. Ela já é figurinha carimbada nos eventos da FIFA, sendo comparada inclusive ao Rei Pelé. E não é uma questão de quem é melhor, ela simplesmente tem o seu próprio espaço.

A atleta joga na posição de artilheira na seleção do Brasil. Já foi medalhista de ouro de jogos Pan- Americanos, de prata nas Olimpíadas de Atenas e Pequim. Também recebeu prêmios de melhor artilheira de campeonatos europeus, norte-americanos e duas vezes bola de ouro.

Foto: Reprodução/internet

Como camisa 10 da seleção brasileira, ainda não veio um grande título, mas ela está esperançosa para as Olimpíadas em Tóquio, quem sabe não vem uma medalha de ouro para a nossa seleção.

Muito mais que títulos e premiações, Marta é um significado de força, orgulho e motivação para uma nação que tem o costume de não valorizar seus atletas. A Rainha do Futebol tem muitas lições a ensinar para toda uma geração, e traz consigo o real sentido de ser patriota.

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