Batalha de Robôs tem equipe brasileira vice-campeã em 2018

Toca o gongo, os competidores se aproximam, um começa a estudar o outro, até que um deles faz o primeiro ataque. Não estou falando de boxe, nem de UFC, mas de uma batalha de robôs! Você sabia desse campeonato? E o mais legal, o Brasil teve uma equipe vice-campeã em 2018!

Quando se trata de luta dentro de um ringue, o Brasil quase sempre possui equipes de renome e que marcam a história do esporte, não é verdade? Desde a época do Popó no boxe, tivemos Anderson Silva, Minotauro, Vitor Belfort entre outros nomes.

Aparentemente, o que temos vivido é uma transformação digital que tem afetado até mesmo os esportes. Falando em batalha de robôs, você já viu o filme “Gigantes de Aço” (Real Steel)? Se não, é um bom filme para ver nesse finalzinho de férias.

Batalha de robôs
Fonte (reprodução/internet)

Sem mais delongas, usando a fala de Bruce Buffer “it’s time”! De um lado, temos um leitor curioso e ávido por mais conhecimento, do outro, um texto com diversas curiosidades! Nessa disputa, os dois lados sairão ganhando!

Origem das Batalhas de Robôs

Se você está pensando que as batalhas de robôs são uma novidade, tenho uma surpresa para você. A primeira competição envolvendo uma batalha de robôs, organizada pela Denver Mad Scientists Society, aconteceu em 1989, em Denver, durante uma convenção de ficção científica, a MileFiCon.

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E não era uma terra sem leis, havia algumas restrições. Se você estava pensando em montar um “sentinela” (pequena referência aos robôs de X-Men, veja mais aqui), lamento te informar que as dimensões não poderiam ultrapassar 30 centímetros.

Mas, em compensação, você poderia ter dispositivos e anexos que ultrapassassem essas medidas. Agora, para ser transmitido pela televisão, demorou um pouco mais. Começou a ser televisionada na BBC, no Reino Unido em 1998. Ah, a primeira a ser televisionada foi a Robot Wars.

Brasil na BattleBots

Em 2018 o Brasil foi destaque na competição BattleBots, com uma performance incrível, isso que foi a segunda participação dele na competição, imagina nas próximas? Enfim, voltando ao assunto principal.

A equipe brasileira RioBotz, do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) teve uma campanha com apenas duas derrotas, uma na primeira fase que era classificatória e não eliminatória e a final, que foi derrotado pela equipe campeã de 2015, a Bite Force.

Ah sim, a primeira etapa conta com 4 lutas, depois há mais 4 disputas no mata-mata. São elas, as oitavas, quartas, semifinais e finais. E mais um pequeno detalhe que esqueci de comentar, nas oitavas, quartas e semifinal, o Minotauro ganhou todos seus oponentes por nocaute e foi derrotado por pouco na final.

Sobre o Minotauro

Depois de ganhar o título de “robô mais destruidor” em sua estreia, em 2016, sua maior novidade foi na arma, um tambor com três dentes, com o objetivo de ser mais efetivo ao atacar.

Além disso, ele ganhou novas baterias de MaxAmps, uma das melhores fabricantes de baterias do mundo e que patrocina a RioBotz. Outra empresa que contribuiu foi a fabricante de brinquedos Vex Robotics, que ofereceu recursos financeiros, o que possibilitou que a equipe comprasse novos equipamentos.

E para o futuro, a equipe já pensou em inovações, o planejamento até o momento é de deixá-lo maior, mais alto, com uma arma maior e novas rodas. Mas sem perder sua robustez. E se você pensa que parou por aqui, vou te surpreender mais um pouco.

Outros Campeonatos

Além da BattleBots, a equipe ainda precisou ser forte para mais duas competições em 2018. Um evento de Hackthon no Rio de Janeiro e, indo pela primeira vez, para a Índia, onde o Touro Classic (outro robô da equipe) disputou na International Robowars, em Mumbai, mesmo local da TechFest, maior feira asiática de ciência e tecnologia.

Além da equipe da PUC e do Minotauro, outra equipe brasileira que ganhou destaque no exterior, no meio das batalhas de robôs, foi a Ogrobots, de Sorocaba (SP). Eles competiram no URC (Ultimate Robot Combat). 

Os Ogrobots participaram de um reality show de combate, na China! E a tendência é que disputas como essas cresçam ainda mais. Quem sabe, lutas como do filme “Gigantes de Aço” (Real Steel) não acabem se tornando algo reais?

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